Mônica Tomasi

Mônica Tomasi
Crédito: Priscila Prade
Mônica Tomasi Obstinação, persistência e talento são coisas que costumam dar resultado. A gaúcha Monica Tomasi fincou os dois pés na música desde 1990, quando lançou em Porto Alegre o primeiro disco o sintomático nome de Eu Fórica. E, assim, intuía que seria compositora e intérprete de qualidade. Seis anos depois decide zerar a carreira: desembarca de malas e guitarras em São Paulo. A mudança gerou o 1, CD lançado nacionalmente pelo selo Dabliú e que impulsionou a entrada da faixa Breve Estação na coletânia A gema do Novo, ao lado de um elenco em que reluziam Rosas Passos, Ná Ozzetti e Chico César. Nada mal para um trabalho de (re)estréia. Na sequencia, o clip de Esse Tal de Samba Enredo, dirigido por Paula Trabulsi, entra na programação dos canais direcionados a públicos jovens. A polivalência musical de Monica Tomasi é um dado importante. Como trafegava com absoluta naturalidade por diversos gêneros musicais, recebe o convite para cantar em 1998 no projeto Quarenta Anos de Bossa Nova, no mesmo palco em que se apresentavam os consagrados Alaíde Costa e Jonny Alf. Um ano depois, lá estava ela gravando duas composições da fase rocker de Roberto Carlos para o espetáculo Muito Romântico, de Naum Alves de Souza. Os outros artistas que participavam da trilha se chamavam Lenine, Zeca Baleiro, Chico César e Paulo Moska. Boas companhias atraem coisas produtivas? Sim. Em 1999 ela participa da quarta edição do projeto Novo Canto da rádio JB FM. No evento é apadrinhada pelo guitarrista, compositor e produtor Celso Fonseca, logo transformado em importante aliado do seu trabalho. Shows com Paulinho Moska e uma série de apresentações com sua nova banda, Monica e os Garibaldos, delineiam profissionalmente os anos seguintes e a levam, em 2003, ao terceiro CD, Idéias Contemporâneas Sobre o Amor, que teve distribuição nacional pela Tratore Discos. Em 2004, pé na estrada. Com Jussara Silveira, Tião Carvalho e Nenê Quarteto, cumpre um extenso roteiro de shows pela região norte e centro-oeste do Brasil, dentro do Projeto Pixinguinha. Suas composições foram bem recebidas pelas platéias de Goiânia, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, Cuiabá e Campo Grande. Em 2005 se apresentou em Paris e Buenos Aires. Constantemente cheia de múltiplas investidas, o quarto CD de Monica Tomasi traduz, com musicalidade, leveza e apuro técnico, uma trajetória de artista contemporânea, assumidamente romântica e, por que não, capaz de produzir evoluções vitoriosas. (Eduardo Logullo, jornalista)