O mestre Leo Peracchi e a Jazz Sinfônica

Intérprete:
Vários Artistas
Código do CD:
DB0106
Código de barras:
7898339 03106-1
Ano:
2001
Gênero:
MPB
Obs.:
disponível apenas para Download. gravado "ao vivo" Interpretações de: Céline Imbert, Vânia Bastos, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Jane Duboc, Tetê Espíndola, Myriam Peracchi
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Por que Mestre? A resposta está nos arranjos de Tom Jobim. Tom era muito reservado no que dizia respeito aos seus estudos musicais. Isso sempre foi um mistério na sua biografia. Chega a ser lacônico, só mudava quando pronunciava o nome de Leo Peracchi: "Aí eu chamava meu professor Leo Peracchi", disse Tom em seu último especial para a TV Cultura. "O Leo sabe tudo", disse ele ao maestro Luiz Roberto Oliveira. Dori Caymmi, Théo de Barros, Luiz Roberto Oliveira, são unânimes ao afirmar ser Leo Peracchi o grande modernizador da orquestração popular brasileira, ao lado de Radamés Gnatalli. Isso se deu quando o maestro Leo fez arranjos para um disco de 1959, com canções de Tom e Vinícius, inéditas e algumas praticamente inéditas, com a cantora Lenita Bruno, sua esposa na época. Todas essas músicas são clássicos hoje. Especialistas, como os já citados e outros, como Mauro Dias (O Estado de São Paulo) e João Máximo (O Globo), acreditam ser este trabalho o marco que começa a influenciar os novos arranjadores da nossa música, nessa época, opinião que fica completamente evidenciada nos três primeiros discos de João Gilberto, com arranjos de Tom Jobim. Através de João e Tom, essa maneira de escrever música passa a influenciar arranjadores estrangeiros como Klaus Ogerman, que foi quem assumiu os arranjos dos futuros trabalhos de Jobim e o antológico disco "Amoroso" de João Gilberto. Tese esta defendida por vários mestres. Por uma felicidade e destino, os originais desses arranjos (treze) para orquestra foram recuperados, utilizando-se da tecnologia moderna e várias cantoras de São Paulo fazendo o papel da Lenita Bruno, já que Leo Peracchi era paulista. São elas: Vânia Bastos, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Tetê Espíndola, Céline Imbert, Jane Duboc e Myriam Peracchi, filha de Leo Peracchi. Os arranjos são executados pela Orquestra Jazz Sinfônica. O mais importante é fazer jus à maneira desse gênio da batuta e ressaltar a importância de Leo Peracchi na história da música brasileira. (Eduardo Gudin - agosto 2001)