"A qualidade de novo na MPB. A qualidade do novo na MPB"

O que levou o apaixonado pela boa música brasileira, José Costa Netto, a criar a Dabliú Discos, em 1994, é o mesmo motivo que o faz continuar a investir nesse sonho: prestigiar os bons artistas e retomar a criatividade da música popular brasileira.

Como compositor letrista e advogado especializado em direitos autoriais de vários artistas musicais, Costa Netto presenciava e não conseguia digerir o comando decisório que vinha se impondo dos departamentos de marketing e comercial sobre o artístico, cada vez com menos espaço. Especialmente nas grandes gravadoras, na contratação de novos artistas e mesmo na aprovação de novos discos de seu elenco já consagrado, o cuidado na seleção de repertório era pautado em reprisar e vender fórmulas desgastadas que tolhiam a verdadeira qualidade e inventividade musical e artística, que sempre foi o forte diferencial da melhor música brasileira.

Depois de produzir três de seus primeiros álbuns (em 1979, o LP "Asas do Moinho", de Paulinho Nogueira; em 1984, "Ensaio do Dia", de Eduardo Gudin; e em 1990 o LP "Mundos e Fundos", de Márcia Salomon, co-produzido com o parceiro Roberto Menescal), ao custo de muita alegria e também muitas dificuldades, Costa Netto não conseguiu mais segurar a inquietação de conviver com essa realidade e com o constante "fechar de portas" para compositores, artistas e obras de altíssima qualidade - muita gente nova ou já conhecida, mas marginalizada – e resolveu participar a fundo do mercado musical.

A essa altura, Costa Netto já havia firmado sua grande amizade e parceria com Eduardo Gudin e apresentado duas das canções de maior sucesso da dupla - "Verde", que lançou nacionalmente a cantora Leila Pinheiro no Festival dos Festivais, da Rede Globo de Televisão, e “Paulista”, música que ilustra a vida na cidade de São Paulo e é, até hoje, um ícone para a mesma. Assim, sentiu-se pronto para ir em frente.

A grande oportunidade surgiu em 1994: nas águas inspiradoras, principalmente, da então existente "Velas", de Vitor Martins e Ivan Lins - e outras iniciativas de sucesso no mercado mundial da música - a Warner Music, na época capitaneada por André Midani, resolveu dar suporte à alentadora ideia que surgiu no Brasil - dos executivos João Rossini e Beto Boaventura - de criação de alguns selos independentes, gerando as condições favoráveis ao surgimento de quatro gravadoras : a Banguela, dos Titãs; a MZA, do produtor Mazola; a Dubas, do compositor letrista Ronaldo Bastos, e a Dabliú. Esses selos, cada um com suas características, foram responsáveis por lançamentos de discos hoje considerados como antológicos na música brasileira.

Esse início, que durou cerca de dois anos e cinco discos, foi fundamental para que a Dabliú se lançasse em sua pequena história, que completou, em 2009, 15 anos de existência, com mais de 140 álbuns, entre CDs e DVDs. E manter os objetivos iniciais é uma batalha constante, quase uma militância, compartilhada com artistas, músicos e compositores que se identificam com a gravadora, e também por vários outros selos independentes e parceiros na mesma trincheira. A maior ambição da Dabliú, no momento, é sobreviver nesse caminho...

Conheça algumas Curiosidades sobre a Dabliú Discos

Histórico do Catálogo

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Criação do logo da Dabliú Discos